Review do episódio #3.10 de Game of Thrones

GOT_Mhysa

Assim como a execução de Ned Stark (Sean Bean) e a Batalha de Blackwater aconteceram de forma impactante ao final da primeira e da segunda temporada de «Game of Thrones», coincidentemente também nos penúltimos episódios (1.09 e 2.09), os eventos sucedidos em «The Rains of Castamere», e que culminaram no trágico «Red Wedding», também ecoam para a vindoura quarta temporada, e o ano encerra com diversas pontas soltas.

«Mhysa» começa em King’s Land, onde o conselho presidido por Tywin Lannister (Charles Dance) se reúne após o festim diabólico nas Torres Gêmeas, e Tyrion (Peter Dinklage) desfere sua fúria sobre Joffrey (Jack Gleeson) quando este revela sua intenção de aterrorizar Sansa (Sophie Turner) trazendo para as festividades do casamento real a cabeça de Robb Stark (Richard Madden). Tão lamentável agora quanto conferir as consequências desse ato impensado, já sabendo o que se esperar de Cersei (Lena Headey), é ver, depois uma reconfortante cena anterior nos jardins reais em que Sansa parece finalmente se sentir mais à vontade de Tyrion, que a mesma volta a sofrer com o fatídico «Red Wedding».

Enquanto isso, no norte, após se separar de Rickon (Art Parkinson), Bran (Isaac Hempstead Wright) encontra Sam e Gilly, tem notícias da Muralha, e se prepara para um eventual encontro com os «White Walkers».

Jon Snow (Kit Harington), por sua vez, já não tem tanta sorte no seu caminho para a Cidadela, e é abatido por uma ressentida Ygritte (Rose Leslie), que lhe desfere três tiros de flecha, porém, não fatais. Acolhido quase inconsciente por seus companheiros da Patrulha da Noite, ele ainda reencontra Sam.

Nas torres gêmeas, Walden Frey (David Bradley) e Roose Bolton (Michael McElhatton) comemoram a aliança selada com os Lannisters após o «Red Wedding», e descobrimos que o captor de Theon Greyjoy (Alfie Allen) é de fato o filho bastardo de Bolton, Ramsay Snow (Iwan Rheon). Embora não saibamos ainda na série o motivo de tamanha tortura contra o herdeiro da casa Greyjoy (e agora também sua mutilação), há um bom gancho para o início da quarta temporada quando Yara (Gemma Whelan) decide ir ao seu resgate.

Do outro lado do reino, Davos (Liam Cunningham) enfrenta as ordens de Stannis (Stephen Dillane), e liberta Gendry (Joe Dempsie), e antes que venha a ser executado por desobediência após comando exarado sob o veneno de Melisandre (Carice Van Houten), é sob o alvitre desta que o rei reconsidera sua decisão com a notícia do norte acerca do exército de White Walkers que marcha para Westeros. Até mesmo a poderosa feiticeira vermelha sabe que a batalha entre reis pelo trono dos sete reinos é insignificante comparada ao perigo emergente do outro lado da Muralha.

Do outro lado do mar Narrow, Daenerys (Emilia Clarke) consolida seu poderio para a conquista do reino de Westeros com um exército ainda maior, formado agora por uma legião de ex-escravos da recém-conquistada Yunkai. E vemos que Jorah não a admira apenas por seu amor a ela, mas porque enxerga na personagem uma verdadeira líder, que não apenas conquista seu povo com palavras, como também se mistura a ele.

Outras pequenas cenas do episódio, podem não ter sido longas, mas conseguiram transpor com imensa carga emocional o significado pretendido. Temos, por exemplo, a aliança crescente entre Arya (Maisie Williams) e Sandor (Rory MacCann), que seguem viagem para longe das Torres Gêmeas, logo após a terrível cena em que os soldados de Frey colocam a cabeça de Grey Wind no corpo sem vida de Robb Stark, exaltando-o como rei do norte, e a transformação gradativa da jovem Stark em assassina. O momento em que Arya pronuncia «valar morghulis» tem mais significado do que qualquer coisa.

Um outro grande momento no episódio é quando Jaime (Nikolaj Coster-Waldau) retorna a King’s Land. A despeito da ausência de diálogo entre ele e Cersei, apenas o reencontro e os olhares já são suficientes para notarmos a alegria que se esvai em tristeza.

O balanço geral é que ao longo dessas três temporadas, somos apresentados a novos protagonistas da batalha pelo trono de ferro em «Game of Thrones».

Personagens como Bran, Jon Snow, Tyrion, Sam, Daenerys e Arya, que agora tem enorme significado na trama, não passavam de meros coadjuvantes na guerra dos tronos protagonizada por Ned, Robb, Mormont, Drogo e Viserys. Todos estes agora estão mortos, e embora ainda tenhamos Tywin Lannister, o homem com dinheiro, exército e reputação, há também Stannis, que não deixa de ser um bom jogador, Daenerys com seu crescente poderio, quando era um mero presente de seu irmão em troca de um exército Dothraki, e as pequenas tramas que se sobressaem com figuras que sempre surgem pelas bordas, mas que são capazes de grandes reviravoltas, como Lord Baelish (Aidan Gillen), Lord Varys (Conleth Hill) e os membros da Casa Tyrell e Arryn, provavelmente com maiores participações na próxima temporada.

Fica agora a expectativa do que está por vir, e valendo-se das palavras de Ramsay a Theon Greyjoy, podemos ter a certeza de que essa história não terá um final feliz.

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Categorias:Danielle Lenzi, Seriados, TV

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