Rodrigo Pandolfo revela como é estar com três filmes ao mesmo tempo no cinema

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Talento em Dose Tripla! Rodrigo Pandolfo já está virando figurinha fácil na atual fase do cinema nacional. Também pudera. Alem de estar com três produções nas salas brasileiras, ele ainda tem tempo de se dedicar a um projeto de direção de sua primeira peça de teatro, ainda sem data definida.
No meio da correria entre a coletiva e a premiere de O Concurso que aconteceu essa semana no Rio, Rodrigo conversou com o Tabula Rasa e nos contou um pouco sobre a sua carreira e como começou, alem de falar sobre seus futuros projetos.
Tabula Rasa: Como começou a sua Carreira de Ator? Você sempre quis atuar?
Rodrigo Pandolfo: Tudo começou com 12 anos. Eu tocava teclado e estava fazendo uma apresentação de final de ano na escola. Depois que toquei assisti a um grupo de teatro se apresentar. Fiquei completamente extasiado e me inscrevi para fazer parte do grupo no ano seguinte. Com 15 anos decidi me mudar para o Rio e estudar teatro.
Tabula Rasa: Qual foi o seu primeiro grande papel e por que?
Rodrigo Pandolfo: John Proctor, de “As Bruxas de Salém”. Eu ainda estava na escola de teatro e fazíamos nossa primeira montagem. O João Fonseca dirigia a peça e me presenteou com esse personagem. Foi um desafio inesquecível. Um personagem profundamente dramático, recheado de nuances, que me dava oportunidade de mergulhar num universo muito distante de mim. Era maravilhoso.
TR: Como foi participar de um dos filmes mais aguardados do ano, “Faroeste Caboclo” e como foi para você compor o seu personagem que representa o público consumidor de drogas em Brasília?
RP: Foi uma delícia. Eu não imaginava que o filme fosse tão esperado. Fui entendendo isso próximo da estréia. E quando assisti me surpreendi muito. O filme é belíssimo. Fazer um viciado em cocaína realmente foi uma experiência única. É um universo muito forte, triste, perigoso. Mas eu tive a honra de estar ao lado de Sergio Penna, nosso grande preparador de elenco. Ele soube nos encaminhar de forma linda. Foi duro, mas muito gratificante.
TR: Já em “Minha Mãe É uma Peça – O Filme”, você precisou buscar um lado mais cômico para o filme. Como foi isso e como foi atuar ao lado do Paulo Gustavo?

RP: Sempre procuro construir meus personagens, mesmo os mais dramáticos, com respiros de humor…então esse registro já existia em mim. Mas claro que num filme como “Minha mãe é uma Peça” essa pincelada tem que engrossar e pintar boa parte da parede. Trabalhar com o Paulo foi uma aventura. Ele me ensinou, me divertiu, me emocionou. Descobri ali um ser humano extremamente sensível e generoso.
TR:  Esse ano você está com vários projetos de sucesso no cinema. Além de “Faroeste Caboclo” e “Minha Mãe É Uma Peça”, em breve estreia o filme “O Concurso”. Fale um pouco sobre o seu personagem e como é estar com tantos filmes no cinema praticamente ao mesmo tempo.
RP: Estar no cinema em 3 filmes consecutivos é realmente um privilégio. O cinema é uma arte que se comunica com um público mais abrangente e isso é maravilhoso. Estamos aprendendo a fazer cinema e o público aprendendo a curtir cinema nacional. É emocionante fazer parte dessa nova era. Em “O Concurso” eu faço o Bernardo, um menino de 26 anos, do interior de São Paulo, que vem para o Rio fazer concurso público pra Juíz Federal. Ele é extremamente tímido, introspectivo e é virgem. No Rio ele conhece os outros 3 concorrentes e vive um final de semana de loucuras.
TR: Ano passado você participou do Festival de Cinema de Gramado por conta do seu papel no filme “Eu Não Faço A Menor Ideia do que estou fazendo com a minha vida”. Como gaúcho como foi participar do festival e voce já havia participado do festival antes?
RP: Foi super legal. Eu nunca havia participado de nenhum Festival de Cinema…estreei em Gramado! E também não conhecia a cidade, que é linda. Vai ficar guardado.
TR: Depois do sucesso de “O Despertar da Primavera”  de 2010, você tem planos de fazer outro musical?
RP: Planos não, mas vontade tenho muita. Foi uma experiência muito forte e divertida. Com certeza daqui a pouco eu estarei no palco cantando novamente.
TR: Alem do cinema, você está com algum projeto pararelo na TV ou Teatro? Poderia falar a respeito?
RP:Estréio em setembro a série “Agora Sim”, na Sony. Trata-se de uma agência de propaganda semi-falida em SP, que faz de tudo para “roubar” as idéias da maior agência da cidade, que fica do outro lado da rua.  E tenho um projeto pra dirigir no teatro, chamado “A Moça da Cidade”. Conta a história de uma menina do interior da Bahia que vem, obrigada pelo pai, tentar a vida no Rio de Janeiro.
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Categorias:Últimas Notícias, Cinema, Entretenimento, Entrevistas, Personalidades

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