Gloria Pires e Bruno Barreto Participam de Coletiva de Imprensa de “Flores Raras” em Gramado

Foto: Joel Souza

Foto: Joel Souza

Depois de divulgarem o filme no Rio de janeiro e em São Paulo, chegou a vez do Festival de Cinema de Gramado de receber a equipe do filme Flores Raras que veio abrir a 41a edição do Festival.  Gloria Pires que além de estar presente por conta do filme, também foi homenageada com o troféu Oscarito pelo conjunto de sua obra no cinema brasileiro na noite de ontem durante a abertura do festival que aconteceu as 19 horas no Palácio dos Festivais.

Hoje, pela manhã, a equipe se reuniu com a imprensa em uma coletiva para falar sobre o filme. Apesar do filme ser patrocinado pela Petrobras, tanto a produtora Lucy Barreto como o diretor Bruno Barreto lembraram como foi difícil conseguir patrocínio para o filme por conta da temática lésbica do relacionamento entre a poetisa americana Elizabeth Bishop (Miranda Otto) e a arquiteta brasileira Lota de Machado (Gloria Pires) na década de 50. ““A gente ainda vive em um país muito conservador. Nas publicidades elas até se direcionam para o público negro ou homossexual, mas na hora de apoiar um produto cultural direcionado para esses públicos eles não fazem.” criticou Bruno Barreto.

Foto: Pedro Henrique Barros

Foto: Pedro Henrique Barros

Eles lembram que o projeto se deu início quando Lucy Barreto comprou os direitos para a adaptação do livro “Flores Raras e Banalíssimas” de Carmen Oliveira mas que não foi um processo fácil porque conseguir um patrocínio para que o filme saísse foi a parte mais difícil do filme. Lucy criticou a atual fase do cinema nacional onde não prezam mais a qualidade dos filmes como se faziam na era de ouro do cinema nacional das décadas de 70 e 80. “Aí veio a Era Collor e a Era Lula e pararam de se distinguir as grandes produções das produções pequenas.”

Gloria que entrou de cara no projeto, lembra que não conhecia as poesias de Elizabeth Bishop antes de começar a ler o roteiro mas que se apaixonou por eles. “Eu sempre amei poesia, mas só fui conhecer os poemas da Elizabeth Bishop quando entrei no projeto, aí eu me apaixonei. O Bruno me apresentou e eu agradeço ele por isso.”

A atriz também comenta um pouco sobre a personagem que apesar ser máscula, possuia também uma certa fragilidade e toques femininos. “Ela tava lá com os peões de construção, tinha essa brodagem com eles. Mas não abria mão de sua porcelana inglesa dentro do barracão de construção.”

O Festival de Cinema de Gramado acontece até o dia 17 de agosto com a exibição de filmes latino americanos incluindo curtas e longas além de homenagens a personalidades que contribuiram para o cinema nacional.

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Categorias:Últimas Notícias, Cinema, Entrevistas, Festivais, Festival de Gramado

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