Homenageado no Festival de Gramado, Wagner Moura fala de “Elysium”

Foto: Joel Souza

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O ator Wagner Moura assim como Gloria Pires também está em Gramado para participar da 41o edição do Festival de Cinema e para receber uma homenagem onde recebeu o troféu Cidade de Gramado.

Mas antes da homenagem, o ator participou na tarde do último sábado (10)  de uma coletiva com a imprensa.

A coletiva começou com Wagner Respondeu como surgiu o convite para atuar no longa Elysium que teve sua pré estréia na última quarta feira em Los Angeles. “O convite surgiu porque o diretor Neil Bonker é fã do Tropa de Elite. E eu entendo porque tanto Tropa, quanto Distrito 9 e Elysium são filmes bastante políticos e populares. De alcance e de público muito grandes mas que tentam mostrar, tenham um coeficiente de realismo. Mesmo o próprio Elysium que é ficção científica com alienígenas e os próprios efeitos do filme tentam aproximar de um efeito real, quase documental então havia uma identificação estética quanto a isso. Eu prontamente aceitei o convite pois o personagem é muito legal. É um personagem dúbio e cheio de nuances. E fazer  o filme foi uma experiência muito boa. A gente fica querendo que essas coisas aconteçam na minha vida. Eu fico atrás de coisas novas e diferentes e nunca tinha feito um filme em outra língua.”

Wagner se diz feliz por estar participando de um blockbuster como Elysium que logo na primeira semana já está indo bem nas bilheterias. “Recentemente eu escrevi um artigo para o jornal O Globo em que eu dizia que não vejo muita diferença entre sucesso popular e sucesso crítico, entende?Elysium para mim é um filme sobre diferenças sociais. Não que fazer um filme que não tenha um pensamento, uma articulação política por trás seja uma coisa desimportante. Eu fiz O Homem do Futuro que é uma ficção científica divertida. Mas a mim interessa bem essa mistura que atinja a um público grande e que essa coisa tenha algo a dizer. Então eu torço para o filme ser bem sucedido tanto lá fora quanto aqui no Brasil.”

Por estar recebendo o prêmio Cidade de Gramado pelo conjunto da obra, Wagner falou um pouco sobre a sua carreira e os filmes que fez para o cinema. “Essa é uma pergunta difícil. Eu não consigo ter um distanciamento para avaliar as coisas que eu fiz. O Cidade Baixa é um filme muito precioso para mim. Foi um filme que eu voltei a Salvador depois de um tempo fora de lá. Voltei com o Lázaro, com o Sérgio Machado que também é baiano, para fazer uma história de amizade com um cara que também é meu melhor amigo. Esse filme além de ser um filme que eu gosto muito tive a oportunidade de trabalhar com a Fátima Toledo. ”

Foto: Joel Souza

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Quando perguntado se teria algum diretor com quem gostaria de trabalhar no futuro, Wagner não pensa duas vezes. “Kleber Machado de O Som ao Redor.  O Som ao Redor é um filme extraordinário. Eu conheci o Kleber na qualidade de jornalista. Eu conheci ele em Cannes quando fui com Cidade Baixa para lá. Depois vi os filmes e curtas dele mas O Som ao Redor é um dos filmes mais impressionantes que eu vi nos últimos tempos. Quero trabalhar com diretores que me empolguem.”

Por ter interpretado uma figura pública nos filmes Tropa de Elite, o ator opina sobre as manifestações que aconteceram no Rio nos últimos meses. “Acho que faz todo sentido. O que aconteceu no Brasil foi inesperado, foi comovente e eu achei lindo, achei importante. É bonito ver as pessoas na rua. É uma tradição que a gente não tem. Das pessoas irem para a rua e disserem o que querem. ”

Quando perguntado sobre o maior desafio em sua carreira, Wagner fica pensativo. “Não sei dizer. Acho que tenho tentado equilibrar mais a minha vida no set de filmagem, no teatro, no trabalho com a minha função de pai. Eu tenho três filhos e tenho tentado cada vez mais acompanhar o crescimento deles e estar perto deles o máximo possível.”

Lembrado por um dos jornalistas que é a sua primeira vez em Gramado, ele conta suas impressões sobre a cidade e sobre a homenagem,”Pois é. É uma honra receber essa homenagem. Eu to arrasado porque eu já vou embora amanhã e Gramado é uma cidade muito linda. E eu gosto tanto de passar frio (risos) e esse festival é um festival muito importante ne?É um absurdo eu não ter vindo aqui antes tendo eu feito cinema nos últimos 15 anos.”

Ele disse que por ser brasileiro não pensa em fazer carreira em Hollywood e que vai continuar atuando em filmes atuais. “Mas é uma janela muito legal e por ser um grande blockbuster pode ser que eu seja convidado a fazer outras coisas, o que significa que vá aceitar esse convite. Acho que para fazer o que quer que seja que eu vá fazer lá tem que ter o mesmo sentido que foi fazer o Elysium. Senão eu não vou. O critério que eu tenho para filmar lá fora são os mesmos critérios que eu tenho para filmar aqui.”

O ator ainda acrescentou que não tem a menor chance de um Tropa de Elite 3 acontecer.

O Festival de Gramado acontece até o dia 19 de agosto.

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Categorias:Últimas Notícias, Cinema, Entrevistas, Festivais, Festival de Gramado

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