Edson Gomes Fala Um Pouco Sobre “Psíquico – Muito Além da Justiça dos Homens”

EDISON-GOMES-LIVROEdson Gomes é jornalista, escritor e dramaturgo. Como romancista se destacou na atual literatura brasileira com seu livro Psíquico – Muito Alem Da Justiça Dos Homens, que foi indicado a duas importantes premiações literárias, ao Portugal Telecom de Literatura e ao Jabuti.

Em ‘Psíquico’ o autor conta a história de Rafael Duarte, um homem comum, com poder de se conectar com espíritos, que pediam a sua ajuda no intuito de mostrar o caminho da luz e da justiça. Livro que ele irá autografar na Bienal do Livro RJ 2013 no dia 6 de setembro, às 15 horas. No entanto, o autor confirmou sua presença diária no estande da Editora MODO (no Pavilhão Verde, Rua P14), para trocar ideia com os leitores e autografar ‘Psíquico’; mas aproveita para convidar os fãs e leitores de suspense sobrenatural, para participar da sessão de autógrafo especial na última sexta-feira de bienal, que terá sorteio de brindes.

O autor Edson Gomes falou com exclusividade para o Tabula Rasa sobre seu trabalho, motivações e também das indicações de ‘Psíquico’.

TABULA RASA: O que te levou ao mundo a literatura? Qual sua motivação para escrever?

EDSON GOMES: Eu acredito que foi a paixão pela literatura. Paixão de criar personagens e histórias, para que todos pudessem ler e se emocionar com o que escrevo. Verdade, a realidade brasileira, para os escritores aqui é um pouco cruel, mas vejo pequenas melhoras. Se eu fosse pensar na estabilidade financeira, com certeza não escreveria uma só folha, mas eu digo que a paixão, dita antes e a teimosia de contar histórias é o que me faz seguir sempre em frente. Eu acredito, que posso fazer o melhor para o meu público. Então, eu não desisto.

TABULA RASA: Você escreve somente quando inspirado? Como exatamente cria seus personagens e histórias? Só escreve história de um gênero favorito ou gosta de variar?

EDSON GOMES: Eu tenho uma grande facilidade em criar histórias, porque está pulando por aí fatos que me dão ideias muito boas, sejam elas no dia a dia ou na televisão. Meus personagens nascem ao mesmo tempo em que o enredo está sendo construído. Tanto é que tenho uma folha de papel do lado do computador, para saber, quem é quem. Já o personagem principal surge primeiro com a ideia do mesmo enredo. Estou começando a variar de gênero, mas o estilo dinâmico de como cortar continua o mesmo. A prova é o romance de leitura gratuita ‘O Brilho do Seu Olhar’, que está no site Wattpad.

TABULA RASA: Tem algum personagem especial nas suas histórias? Um favorito?

EDSON GOMES: Para mim, todos são especiais, até aqueles de passagem rápida em uma cena. Eles são importantíssimos para a unidade chamada livro.

TABULA RASA: Como lida com as críticas? Acredita que independente de críticas, o que importa é a conquista de fãs, quando o assunto é vendas de livros?

EDSON GOMES: Críticas sempre vão surgir, quando “colocamos a nossa cara a tapa”. Já esquentei muito com elas, mas hoje não ligo muito. Os leitores são o meu foco principal. Seja pela internet ou em eventos, gosto de saber da opinião de cada um cara a cara.

TABULA RASA: Você é jornalista e roteirista, isso te influência de alguma forma na hora de escrever suas histórias?

EDSON GOMES: Sim, claro! A parte boa de ser jornalista, que nós já estamos acostumados a escrever para um grande público, pois todos têm que entender as nossas “matérias”, não importando a classe social ou o grau de instrução. A simplicidade do texto, mas sem perder o requinte é tudo em uma obra. Sobre em ser roteirista, eu posso usar a cabeça de meu leitor como estúdio. Lá eu encontro todos os efeitos especiais para fazer uma bela história. Eu sempre digo aos leitores, que eles não vão ler o meu livro e sim “assistir” meu livro.

TABULA RASA: ‘Psíquico’ concorre a dois importantes prêmios literários, pode falar um pouco sobre eles? O que significa ter sido indicado?

EDSON GOMES: Está concorrendo em 2013 na categoria romance ao 11º Prêmio Portugal Telecom de Literatura e o 55º Jabuti. O Portugal Telecom contempla três categorias distintas: romance, poesia e conto/crônica, escritos em língua portuguesa, publicados no Brasil e livros em primeira edição, escritos em língua portuguesa, e publicados fora do Brasil devem ter sindo editados no país de origem desde que tenham sido publicados aqui.

A história do Prêmio Jabuti começa por volta de 1958, em um período repleto de desafios para o mercado editorial, com recursos escassos e baixa articulação do segmento. Apesar das adversidades, não faltava entusiasmo aos dirigentes da Câmara Brasileira do Livro naquela época. As discussões foram comandadas pelo então presidente da entidade, Edgar Cavalheiro e pelo secretário Mario da Silva Brito – dois intelectuais e estudiosos da literatura brasileira – , além de outros membros da diretoria de biênio 1955-1957 interessados em premiar autores, editores, ilustradores, gráficos e livreiros que mais se destacassem a cada ano.

Estar concorrendo nesses dois prêmios, significa que tudo é possível quando se luta com afinco e é uma oportunidade de novos escritores almejar cada vez mais. Estou muito feliz em estar lá com minha obra e esperançoso em ganhá-los. Vamos torcer!

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Categorias:Anny Lucard, Últimas Notícias, Bienal do Rio, Literatura, Livros

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