“Sempre adorei histórias de vampiros,” declara Marcia Rubim

Marcia Rubim - Lançamento bienalA autora Marcia Rubim é odontóloga e pós-graduada em odontogeriatra pela UFF – Niterói -RJ. Dotada de múltiplos talentos no campo artístico – como a pintura, o desenho e o canto -, sempre adorou ler romances e histórias sobrenaturais. A paixão pela escrita veio mais tarde, e tornou-se um verdadeiro vício.

O livro Adeus à Humanidade é o primeiro livro de uma série que Marcia Rubim está escrevendo.

Na entrevista que a autora cedeu ao Tabula Rasa confirmou os dias de presença na Bienal do Livro Rio 2013. Estará no estande da Editora Novo Século, Pavilhão Verde, M06/N05, nos dias 30 de Agosto (às 17hs), 3 de Setembro (às 19hs) e 8 de Setembro (às 16hs).

No entanto, no dia 3 de setembro estará autografando o livro ‘Em Contos de Amor’, que trata-se de uma coletânea com vários autores nacionais, que aborda o amor sob diversos aspectos. O livro terá contos dos mais variados, tanto atuais, de época, fantástico, dramático, cômico e até mesmo com referente ao amor entre pessoas do mesmo sexo. O livro, além da participação de Marcia Rubim, conta com os autores Mila Wander, Adriana Brazil, Camila Nascimento, César Costa, Fernanda Belém, Mallerey Cágara, Mirella Ferraz,Samanta Holtz, Vanessa de Cássia, Bruna Lobato, Deise Müller, Liv Villa, Lígia Miráglia e Yuri Emanuel.

Marcia Rubim também estará no estande da Editora MODO, também pavilhão verde, na Rua P 14, no dia 8 de setembro, às 15 horas. Porém confirmou que fica no estande da MODO todos os fim de semana de bienal, para autografar e bater papo com os fãs de ‘Adeus à Humanidade’.

TABULA RASA: O que te levou ao mundo da literatura? O que exatamente despertou seu interesse?

MARCIA RUBIM: Na verdade, eu caí nele – no mundo da literatura. *risos* A escrita era para mim um hobby, algo que esperava deixar de recordação para os familiares, etc., mas o texto acabou parando nas mãos de pessoas que praticamente gritaram ao meu ouvido, exigindo que eu tentasse a publicação. Relutei bastante, confesso, e depois de algum tempo cedi à pressão, não me arrependendo  em momento algum. Tenho ciência do quão difícil é ser escritor neste país, entretanto, o feedback dos leitores é tão fantástico que abafa outros pormenores. Nada é mais incrível  do que receber esse carinho, e acredito que seja por isso que o autor nacional continue insistindo, a despeito de tantas dificuldades.

TABULA RASA: Como cria seus personagens e histórias? Escreve somente quando inspirada? Tem um gênero favorito para escrever?

MARCIA RUBIM: Em geral, estou sempre inspirada; uns dias mais, uns dias menos. A questão do pouco tempo disponível para escrever é que atrapalha um pouco, pois, como foi mencionado na pergunta anterior, ser escritor no Brasil não é sinônimo de ganhar dinheiro. Sendo assim, trabalho durante o dia e escrevo à noite. Quanto ao gênero favorito, creio que oscilo um pouco. Amo literatura fantástica, romance, drama e humor. E ‘Adeus à Humanidade’ é, talvez, uma mistura desses gêneros, levando o leitor a rir ou chorar em questão de páginas.

TABULA RASA: Em meio a febre vampiresca, o que a motivou a lançar ‘Adeus à Humanidade’. Escreveu sua história pensando na febre ou fez algo sobre os lendários bebedores de sangue diferente? Foi algo não premeditado?

MARCIA RUBIM: Não nego que sempre adorei histórias de vampiros, mas não foi premeditado ou pensando em embarcar na febre, até por que, como já mencionei, nem cogitava a publicação.. O que me motivou a lançar ‘Adeus à Humanidade’ foi  a certeza de que fiz uma trama bem diferente das que já existiam no mercado. Em praticamente todos os livros que li sobre o gênero, é sempre o vampiro que oferece perigo fatal para a mocinha, e na minha série acontece justamente o oposto. Alguém já ouviu falar de um vampiro médico que, ao invés de matar, cura as pessoas? De um tipo sanguíneo capaz de matar um vampiro? Bem, quem eu saiba, não…

TABULA RASA: Tem algum personagem favorito em suas histórias?

MARCIA RUBIM: É até difícil escolher entre a Stephanie (protagonista) e o Dr. Richard. Ambos são a maior tradução da imperfeição, mas detém características que emocionam e trazem reflexões para a nossa vida. A Stephanie é uma guerreira, leva as mais absurdas rasteiras da vida e, ainda assim, consegue ser engraçada, cabeça-dura,  e se erguer sempre no dia seguinte, tomado aquilo como lição. Já Richard, apesar de ser tido como  mal humorado, impulsivo e implicante,  é dotado de uma capacidade de dedicação incondicional aos enfermos, além de não ter limites no quesito “amor”. Tais qualidades fazem com que os leitores tenham uma preferência natural por ele, mas creio que as suas  atitudes estejam diretamente ligadas às respostas da Stephanie, portanto, os dois são os meus preferidos.

TABULA RASA: Como lida com as críticas? Você acredita que independente delas, o que importa é a conquista de fãs, quando o assunto é vendas de livros?

MARCIA RUBIM: Graças a Deus, não tenho muito do que reclamar quanto a isso. As poucas críticas que recebi foram de caráter totalmente construtivo, o que me ajudou muito. Ainda assim, não há como ser unânime em literatura (ainda bem!), ou estaríamos fadados à mesmice, não é verdade? E, sim, no meu entender, o que importa é a conquista de fãs, embora julgue que a qualidade da escrita seja primordial. O livro pode até ter uma linguagem simples, mas precisa ser bem estruturado e revisado. Tendo cumprido o objetivo do autor, e com todos esses pré-requisitos, o resto é uma questão de gosto literário. E, claro, gosto não se discute.

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Categorias:Anny Lucard, Últimas Notícias, Bienal do Rio, Literatura, Livros

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